quarta-feira, 20 de maio de 2015

Desfralde: Primeira Tentativa

Eu já tinha ouvido falar que o verão é a melhor época para o desfralde. A criança sua mais, faz menos xixi... seria menos traumático. Eu disse SERIA. Todo mundo diz que a criança dá sinais de que quer tirar a fralda, avisa quando a fralda está cheia, pede pra usar o penico ou o redutor de assento... acho que me precipitei. Bastou a Malu dizer que estava com xixi umas 3 vezes e o verão bater na porta que resolvi que era hora de desfraldar a baixinha.... afinal o pediatra mesmo disse que ela não é mais considerada prematura e que já alcançou todo desenvolvimento físico e mental para a idade cronológica... ou seja, adeus idade corrigida!

Fui toda serelepe para o shopping, comprei várias calcinhas de algodão, um redutor pra casa da vovó (lá em casa já tínhamos um herdado) e como eu estava sem trabalhar, pude acompanhar o processo de perto. Eu e a babá conversamos sobre o assunto e ela achou ótimo, disse que também achava que a Malu estava pronta mesmo e lá fomos nós falar pra Malu que ela já estava uma mocinha e que por isso iria tirar a fralda. Ela não deu muita importância para o lance, mas apresentamos a calcinha e explicamos que ela deveria avisar quando quisesse fazer xixi e cocô. Comprei um livro em formato de privada e torci pra ela gostar. Ela cagou pro livro (me perdoem o trocadilho! Não resisti).

Para não batizar o sofá da sala de TV da vovó, combinamos que a Malu usaria a mini cadeira de praia que ela tem que é super fácil de lavar. Eu juro pra vocês que nas primeiras horas achei que seria fácil, mas depois vi que não seria molezinha. A Malu fazia xixi na calça, a gente tirava, limpava ela (as vezes tinha que rolar chuveiro mesmo) botava outra roupa e não dava nem 20 minutos ela fazia outro xixi, de pouquinho em pouquinho ela gastou umas 5  calcinhas em uma hora. Descíamos pro parquinho, dava 10 minutos, lá vinha mais um xixi... pelo menos não era cocô né? E assim fomos 2 dias seguidos de xixi nas calças, só botando a fralda a noite e quando andava de carro. Sentar na privada nem pensar!!! A babá tentou ler livro na privada, fazer bolinhas de sabão, mas parecia que estávamos levando ela pro inferno! Achei melhor não forçar...

Depois desses dois dias comecei a me questionar se tinha tomado a decisão certa, mas aí todo mundo diz que se começou, não pode voltar atrás! Que aí é pior, que numa segunda tentativa ela não vai topar de jeito nenhum... mas segui meu instinto e decidi colocar a fralda de novo. Alguns dias depois tive a primeira reunião na escola da Malu (antes do começo das aulas) e lá fui orientada a interromper o processo, pois seriam muitas mudanças ao mesmo tempo na mini vida da mini Malu. Aquilo seria informação demais pra ela, o melhor era esperar e a escola sinalizaria quando começar o desfralde. Fora que eles tem muita experiência nisso e o fato da Malu ver outros amigos fazendo xixi na privada, vai fazer com que ela queira fazer também (assim espero).

Estou aguardando ansiosamente por este dia, mas confesso que tenho medo só de pensar que ela vai pedir pra fazer xixi no meio da rua, no shopping, no carro e vou ter que encarar um vaso sanitário público com a Malu... mesmo com protetores, redutores, álcool gel, terei pânico!!!!!! Sei que não vou escapar dos xixis no sofá da sala, que mesmo ela estando maior isso vai rolar, é inevitável.... mas o importante é que isso aconteça quando a Malu quiser, quando ela estiver preparada para o processo. Enquanto isso a mamãe aqui fica correndo atrás de promoção de Pampers Pants, haja cartão de crédito!!!


Tentei, mas o livro não fez o menor sucesso ainda! Ainda há esperança!




terça-feira, 12 de maio de 2015

Como cicatriz...

No dia das mães não tem jeito, a gente fica mais emotiva. As redes sociais se enchem de vídeos fofos, esta semana vi um comercial do Leite Ninho que me fez chorar perguntando o que seremos quando nossos filhos crescerem... o da Renner que o menino leva a flor pra mãe também me deixa com os olhos molhados.

Na última Quinta-feira 
tive a festinha de dia das mães na escola da Malu, não sabia como seria mas já estava me preparando psicologicamente! As professoras explicaram que como eles ainda são pequenos (entre 2 e 3 anos), ao invés de uma apresentação, teríamos uma aula de música juntos, seguido de lanchinho. Meu coração se acalmou, porque se fosse uma apresentação eu ia chorar horrores e também havia o risco da Malu não querer se apresentar. Deu super certo, as mães e as crianças curtiram muito e ganhamos presentes feitos pelos pimpolhos. Mas não foi disso que vim falar aqui... até porque nem escrevi ainda post sobre adaptação na escola e tal... o que vim contar foi outra coisa, que mexeu demais comigo.

Há 15 dias, nasceu o filho de um amigo que trabalha comigo, o bebê nasceu de 32 semanas e precisou ficar na UTI Neonatal. Ele tirou a semana de licença mas na semana passada já estava de volta ao batente. Tratei de perguntar como estavam bebê e mamãe e ele me explicou que estavam bem, mas é aquele negócio que a gente que foi mãe de prematuro já sabe, é cada dia de uma vez. Ele me mostrou várias fotos do meninão (2,2kg de pura formosura) e me mostrou um vídeo. Foi nessa hora que meu coração "parou de bater" por alguns segundos.

Quando escutei os alarmes dos monitores a sensação foi de ser teletransportada para Agosto de 2012. Um filme passou pela minha cabeça e até o cheiro da UTI eu senti. É impressionante como mesmo após 3 anos está tudo tão presente na minha memória. No dia a dia a gente olha pra Malu e vê uma menina esperta, super bagunceira, que canta, dança e sapateia e muitas vezes nem pensa que ela pesou menos que um saco de arroz... que precisou de 30 dias de respirador, que ficou 5 dias de dieta zero... que se alimentou por sonda durante 2 meses e meio, e que ganhou o primeiro colo de mãe com 31 dias de vida.

Ser mãe de prematuro é como cicatriz, a gente não tem como apagar tudo que passamos dentro de uma UTI, fica com a gente... pro resto da vida. Com o tempo a gente vai pensando menos nisso, mas sempre tem algo pra te lembrar da jornada que atravessou e de como seu bebê precisou ser guerreiro nos primeiros dias de vida. A gente vira mulher maravilha perante amigos e família, porque já que ser mãe de 9 meses, ficar dois dias no hospital e ir pra casa sem ajuda já é difícil... imagina mãe de UTI!

Só que depois que a gente tira "a capa e o cinto de utilidades", somos mortais como qualquer outra mãe. Sentimos medo (muito!), temos vontade de chorar pois não sabemos o que fazer, o que esperar... morremos de sono e de cansaço, mas sabemos que temos que estar lá, de pé, para passar todo o amor do mundo para aquela coisinha linda dentro da incubadora, coberta por fios, eletrodos... pelos nossos filhos tiramos força de onde a gente nem sabia que tinha! No final da batalha, quando atravessamos a porta da maternidade rumo à nova vida, percebemos que foi difícil, mas superamos... e estamos prontas para o segundo round em casa.

As cicatrizes adquiridas na UTI vão servir pra muita coisa. Para nos deixar mais fortes e experientes... para nos lembrar que somos capazes de superar qualquer dificuldade e que se outra batalha surgir, estaremos prontas para lutar. Serve também para darmos valor a cada conquista do bebê, que teve que terminar de se desenvolver fora da barriga e correr atrás para alcançar o peso e desenvolvimento da idade cronológica... serve para lembrar de todos os amigos que fizemos na época da internação e que serão para a vida inteira irmãos de UTI. Serve pra te provar que você é sim uma super mãe. E para provar pra Malu que ela também tem super poderes, desenhei minha cicatriz com tinta.






quarta-feira, 6 de maio de 2015

Papai Noel x Coelhinho da Páscoa

No primeiro natal a Malu tinha 4 meses de vida (1 mês corrigido) e passou o natal quietinha na "quarentena"... no Segundo natal ela até brincou, mas com 1 ano e pouco não tava entendendo nada, era apenas uma reunião de família como qualquer outra. O natal de 2014 foi o primeiro natal com a Malu entendendo alguma coisa. A mãe aqui toda animada começou a conversar sobre Papai Noel. Falei que ela tinha que pedir um presente, que ele deixaria na árvore, etc.... segue o diálogo:

Eu: Malu, o que você quer de natal?
Malu: Natal
Eu: Filha, vai pedir o que pro Papai Noel?
Malu: Papai Noel mãe...
Eu: Não Filha... vai pedir o que? Brinquedo?
Malu: Brinquedo;
Eu: Mas que brinquedo? Uma boneca?
Malu: Boneca;
Eu: Ou você quer um livro?
Malu: Livro;

Este diálogo se repetiu mais algumas vezes e a Malu dando uma de papagaio sempre. Vi que ela não estava sacando nada desse papo de ser boazinha durante o ano para que o bom velhinho trouxesse um presente. Resolvi passar para a próxima etapa, a árvore.

Desde que casei e saí da casa da minha mãe, não comprei árvore de natal. Sabia que teria a maior preguiça de montar e mais ainda de desmontar, e ela ficaria o ano todo juntando poeira na sala. Então a Malu cresceu e eu decidi ter uma árvore... me mandei para as lojas americanas pra gastar.

Comecei pelos enfeites, tem variedade à beça, fiquei doidinha... parti para as bolas, queria algo bem simples, mas lá tudo é cheio de purpurina e brilho, oh céus! Não queria uma árvore perua, queria uma coisa basicona, foi difícil, fiz o que pude.... e aí por último parti pro pinheiro. Nunca vi tanta árvore feia junto, todas magrelas... um pobreza só! Vi que teria que desembolsar um pouco mais para pegar uma árvore mais gordinha, mas também não podia ser enorme porque senão eu teria que me desfazer de algum móvel da sala pra ela caber.

Cheguei em casa toda animada, aproveitei que o Roberto ainda não tinha voltado do trabalho e chamei a Malu pra me ajuda a montar a árvore. Eu disse a-ju-dar. Enquanto eu botava uma bola a Malu tirava três, e chutava todas gritando goooooooool pela casa. Ok, desisto... ainda não brotou o espírito natalino na Malu! Liguei a TV e deixei ela se divertindo enquanto eu fazia o trabalho pesado. Ela só curtiu quando estava tudo pronto e eu acendi as luzes pisca-pisca, e só. No dia seguinte ela nem olhava pra árvore... e olha que ficou bem bonita, o marido até elogiou!

Esse tempo todo fiz um intensivão de Papai Noel. No quarto dela botei meia pendurada, pela TV assistimos episódios do Mickey de natal, no som do carro só tocava a música do palavra cantada sobre o Papai Noel... mas no dia 25 pela manhã, quando acordamos virei pra ela e disse “filha, vamos ver o que o Papai Noel deixou na árvore”... ela logo rebateu: “Papai Noel não mãe!!!!” e saiu correndo pro quarto dela. Expliquei que o Papai Noel já tinha ido embora e só estava o presente ali, ela ficou meio ressabiada mas foi. Ela abriu os presentes e ficou toda feliz com o “pepeti” (patinete) que o Noel trouxe, mas acho que ainda não sacou que o velhinho é do bem.

Achei que na páscoa fosse rolar o mesmo medo do coelhinho... que nada! Falou em chocolate o olho da Malu brilha e ela quase baba de emoção. Na semana anterior à páscoa ela teve uma gastroenterite e por conta disso não pude dar nenhum chocolate pra ela no Domingo de páscoa, mas depois que ela ficou boa resolvi apresentá-la ao ovo de páscoa. Tive a brilhante ideia (só que não) de comprar uma caixa da Kopenhagen com uns mini ovos de língua de gato... a baixinha surtou! Chegava em casa a noite, apontava pra caixa e mandava um “qué colati mãe, ovo di pácua”. Se eu dissesse não era um drama de se jogar no chão e dar com a cabeça na parede! Criei um monstro! Deixei ela berrando algumas vezes por conta disso..

Ela achava o máximo abrir cada ovo (criança sempre tem um fascínio por papel alumínio, vai entender...) e quando eu ameaçava abrir o ovo, ela começava a berrar “É a Malu! É a Malu!” como quem diz “sou eu, sou eu que vou abrir” e se lambuzava toda. Vou avisar ao Papai Noel pra trazer uma boneca de chocolate este ano... vai que assim ele faz mais sucesso?


Minha coelhinha!


"Coláti Bommmm"

quinta-feira, 23 de abril de 2015

E se quiser saber pra onde eu vou... pra onde tenha sol.... é pra lá que eu vou!

Em Agosto do ano passado, escrevi um post falando do verão que estava chegando... e agora venho aqui pra contar como é que foi. Acho que desde os meus tempos de colégio que não tenho um verão tãããão bom na minha vida! Aliás, bons tempos aqueles de colégio que a única obrigação é passar de ano né? A gente era feliz e não sabia!!! Mas voltando à realidade... eu estava louca pro verão chegar, porque sei o bem que ele faz para a Malu.

Imaginei que iria curtir o verão aos Sábados e Domingos com minha pequena, mas a empresa que eu trabalhava decidiu mudar toda a área financeira para SP e com isso, decidiu dispensar a maioria da equipe... e eu sabia que estaria no bolo, pois era nova na casa e tinha quem me substituísse. Dito e feito, no início de Novembro levei o melhor pé na bunda da minha  vida.

Conversei com meu marido e já que no fim do ano seria difícil me recolocar, estávamos com uma reserva financeira boa e o verão estava logo ali, que eu esperaria a virada do ano pra começar a correr atrás de alguma coisa. Sábia decisão!!! Além disso, as férias eternas da Malu terminariam em Fevereiro, pois já havia matriculado a baixinha na escola... então era hora de curtir!!!!!!

Desde que comecei a trabalhar, ainda na faculdade, sempre emendei um emprego no outro... e nem sempre consegui tirar as férias programadas, então este foi meu período sabático... eu, Malu e o sol! Pra completar, este verão foi o verão da seca né? Tudo bem que um monte de gente ficou sem água, reservatórios entraram no volume morto... mas eu e Malu conseguimos um bronzeado sensacional!!! Era sol todo santo dia!

A gente acordava cedinho e ia para a praia ou piscina, cheias de protetor e chapéu, mas mesmo assim, no fim das férias forçadas estávamos as duas com o bumbum branco de tanto pegar sol! Depois da maratona aquática, a Malu almoçava, tirava a famosa soneca e no fim da tarde rolava uma ida ao parquinho do prédio, ou então piscina de novo se o calor estivesse ruim de aturar. Foi muito especial passar quase 4 meses “fulltime” com a Malu... ela ficou ainda mais grudada em mim e claro que quando voltei a trabalhar rolou um drama.

Mas o ponto super hiper ultra mega blaster positivo, foi que a última amigdalite que a Malu teve foi em Novembro de 2014. Como o verão faz bem à ela! Além de não ter tido amigdalite, ela não teve uma febrezinha sequer. Somente semana passada é que ela pegou uma gripe, que acabou culminando no episódio de broncoespasmo que comentei no post da semana passada. Pra quem tinha amigdalite praticamente todo mês, estar há 5 meses sem sinal é uma vitória!!!
               

Com a chegada do outono sei que a festa vai acabar, ainda mais agora que ela frequenta a escola e sempre tem algum amiguinho com o nariz escorrendo... nem tudo é perfeito, mas felizmente todo ano tem verão! E vamos combinar que aqui no RJ ele é especial :)


Malu a milanesa


Tirando a areia!!!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

As aventuras de uma mãe com uma filha sem legendas

Uma das poucas coisas que me preocupava era a demora da Malu pra falar. Ela já tinha dois anos e falava poucas palavras, poucas mesmo... já falei aqui no blog que ela mandava um mamã, tatá (papai), ti (leite) e completava o nome dos backyardigans... mas fora isso, mandava um “hummmm” e apontava com o dedo pra pedir o que queria. Aquilo já estava me tirando do sério, por mais que eu soubesse que deveria considerar o fator prematuridade, que ela não frequentava a escola e portanto não desenvolveria tão rápido e por fim, que cada criança tem seu tempo ué!

Mas vai tirar minhoca da cabeça de mãe... missão impossível! Toda consulta eu perguntava ao pediatra se deveria procurar a ajuda de uma fonoaudióloga e a resposta era sempre a mesma: “Ela entende o que você fala? Se você dá três ordens, ela cumpre ao menos duas? Ela se faz entender com gestos?” . Sim, sim e sim. “Então vamos esperar, daqui a pouco ela solta a língua”. Minha avó era outra que me falava “Calma que logo logo ela vai falar tanto que você vai pedir peloamordedeus pra ela calar a boca”... sábias palavras!

Um belo dia, simplesmente do nada, a Malu começou a falar tudo. Saiu do vocabulário de no máximo 15 palavras para um Aurélio inteiro! Parece até que ela apertou um botão no cérebro e desandou a tagarelar por aí. Tomei um susto, pelo menos um susto bom né? Ela tinha por volta de 2 anos e 3 para 4 meses, e desde então o vocabulário só aumenta. E como aumenta! Digo que o vocabulário dela aumenta em progressão geométrica!!! Todo dia é uma novidade e as vezes ela fala coisas que eu nem sabia que ela sabia!

Uma das coisas que ajudou bastante foi a música. A Malu adora música e tem um ritmo ótimo para uma criança tão pequena. Ela adora todas as aberturas dos desenhos e começou a cantar todas as musiquinhas. A Palavra Cantada também virou vício uma época e tem um dvd deles que mora no meu carro, a Malu senta da cadeirinha e já pede “pé com pé”, mas a que ela canta mais engraçado é a música “carnaval das minhocas”, eu choro de rir dirigindo enquanto ela vai mandando o “malulês” no banco de trás. Ultimamente entrou pro repertório o tal do Bubble Guppies, em todos os episódios tem uma parte que os personagens cantam e dançam, aí a baixinha vai a loucura!!!!!! Canta a música, faz a coreografia e obriga quem estiver em casa a fazer junto... pelo menos umas 15 vezes!

Quando ela começou na escola, já falava bastante coisa, mas foi depois disso que o vocabulário decolou de vez. Ela começou a formar frases de 3 ou mais palavras e a contar histórias! O melhor é quando ela pega um livro e imita a professora, ela finge que lê e começa a falar um blá blá blá que não dá pra entender nada, eu me divirto horrores. Seguem alguns trechinhos do idioma malulês que preciso decifrar diariamente...

- Mãããeeee quer cudo!
- Malu, suco?
- Cudo mamãe!!
- Não filha... É suco...
- Cudo mamãe...
- Su-co
- CU-DO!!!!
- Ok, ok.....

***

Ligo a TV e pergunto qual desenho ela quer ver....
- Papipaki mamãe!
- Oi? Papi o que???
- Papipaki mamãe!!!!
- Backyardigans?
- Não
- Mickey? Fresh Beat? Hi-5?
- Não, não e não.
... Saio correndo, porque a babá estava indo embora...
- Juuuuu, socorro!!! Que raios é papipaki?!?!
- É Zack e Quack!

***

Malu toma banho, bota o pijama, pede o ti (leite) e pede pra ligar a "vivisão". Obedeci tudinho e depois fui arrumar as coisas pra ela dormir, quando ela começa...
- Mamãe!!!! Ô mãããeeee...Banutsi não!!!
- Boa noite não? Mas tem que ir dormir filha!
- Banutsi não mãe!!! Banutsi não!
- Mas filha, tem que dar boa noite sim, porque você tem que ir dormir e descansar...
- Não mãe!!! Banutsi não!!!
(a essa hora ela com certeza estava pensando "que anta essa minha mãe") Olho para a vivisão e decifro o código... "Lalaloopsy não..." 

Na boa Discovery Kids, da pra arrumar uns desenhos com nomes normais?! Na minha época era Pica-pau, Manda Chuva... No máximo Flinstones!!! Lalaloopsy, Zack e Quack... Ta de sacanagem!

***

Malu lendo um livro ontem...
- Mamãe, o pexe...
- Isso filha... o peixe
- Mamãe, abeia..
- Abelha...
- Mamãeeee! Punheta!!!
- Não filha, é o PLANETA!
Era um desenho de Saturno, nem sei aonde ela aprendeu que aquilo era planeta!

E para finalizar, um vídeo da baixinha cantando... ok ok só mãe entende o malulês que ela fala!  A música é do desenho Aconteceu no natal do Mickey, é a clássica música de natal We wish you a Merry Christmas, que em português virou: "que sejam lindas as festas, que sejam lindas as festas, que sejam lindas as festas... natal, ano bom!" (mas o melhor do vídeo é o agradecimento)

Caso você não consiga assistir ao vídeo na figura abaixo, basta clicar neste link: https://youtu.be/boXSmzH7cLc 

video



terça-feira, 14 de abril de 2015

Mais um susto pra coleção

A gente quando vira mãe sabe que nunca mais vai dormir tranquila, que nem tudo são flores e que mais cedo ou mais tarde o bebê vai ficar doente... comigo o susto foi logo no nascimento pra eu ficar descolada! Três meses de UTI, uma convulsão febril, algumas idas à emergência... e eu achando que já tinha visto de tudo.... como diria a Peppa “mamãe bobinha!”

Malu estava com tosse produtiva e nariz escorrendo há alguns dias... ela que nunca foi de pegar gripe, depois que entrou pra escola é uma atrás da outra. Antes da escola o problema dela era amigdalite, de 45 em 45 dias estávamos nós no pediatra ou na emergência por causa do raio da garganta, mas felizmente desde Novembro que ela não dá o ar da graça. Fui acompanhando o quadro dela fazendo nebulização com soro, dando xarope e usando spray de soro nasal... até aí nada demais, a pequena não teve febre e estava tocando o terror como de costume.

Esta madrugada notei algo diferente... a barriguinha dela estava subindo e descendo rápido demais... ela parecia ofegante sem ter motivo para tal. Sabe quando a gente dá um pique e fica com a respiração rápida? Ela estava assim dormindo! Sentei ao lado da cama dela e não preguei o olho... algo me dizia que aquilo não era nada bom, mas também estava no dilema de correr para uma emergência no meio da madrugada e ficar lá mofando cheio de criança doente em volta. Malu acordou bem, pediu leite, jogou todos os brinquedos pra fora da caixa... eu não levei pra escola, mas já tinha decidido deixar ela na casa dos avós e ir para o trabalho.

No meio do caminho parei no sinal e resolvi analisar bem, meu coração dizia que algo estava errado, foi quando foquei no pescoço dela... quando ela respirava fazia um furo no pescoço dela. Aquele foi o sinal para correr para o Rios D´or! Chegamos lá e logo fomos para a triagem, aonde tiraram a temperatura dela e perguntaram o motivo de estarmos lá. Quando falei da respiração acelerada eles pediram pra virar ela de frente para observar, bastou um minuto para irmos direto lá pra dentro. O normal seria voltar para sala de espera, mas viram que ela realmente estava fazendo um grande esforço para respirar.

Nunca me senti tão aliviada de ter tomado a decisão de ir ao hospital! Lá dentro ela foi diagnosticada com broncoespasmo, fizeram uma medicação com espaçador (eu já tinha ouvido falar, mas só hoje fui apresentada ao tal espaçador) em 3 etapas e deram mais outra medicação oral pra pequena. Depois a médica auscultou novamente a Malu e falou que podíamos ir para casa e continuar a medicação por mais 5 dias.


Como a Malu foi prematura extrema, tenho muitas amigas mães de UTI da mesma época que já são PHD em espaçador! Prematuros normalmente desenvolvem algum problema respiratório pelo fato de terem dependido de oxigênio durante algum tempo na UTI... e a Malu tinha dado a sorte de até agora não ter apresentado nada, mas as minhas queridas “Leoas da Pernatal” já me tranquilizaram e me deram uma aula de como usar a geringonça! O que importa é que a baixinha está medicada e em casa descansando, já já estará pronta pra outra... e a mãe aqui está refeita de mais um sustinho básico.

Pequena esperando a medicação e reclamando...

Brincando no parquinho do hospital :)

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Cadê as dobrinhas que estavam aqui? – a mudança nos hábitos alimentares

Ok, a Malu nunca foi um bebê daqueles de revista, cheio de dobrinhas ... mas até que ela teve seus dias de fofurice! Acho que todo bebê antes de ficar em pé e andar, parece mais rechonchudo... depois que se estica vai parecendo mais magro, até porque começa a gastar mais energia andando e depois correndo.

Com mini Malu não foi muito diferente, vocês podem ver nas fotos lá embaixo que ela era parruda e agora é um filé de borboleta. Claro que a genética e os hábitos alimentares influenciam muito... eu sempre fui muuuuuuuuuito magra quando criança, o Roberto também é magro... e até bem pouco tempo a Malu não comia nenhuma besteira. Eram só legumes, verduras, grãos, carnes, leite, água, água de coco, sucos, iogurte e frutas. No máximo um biscoito maisena, um pão...

Só que o tempo passa... as festinhas aparecem... a Malu começou a frequentar restaurantes com a gente... e curiosa como toda criança, sempre quis o que estava no prato dos pais. Assim ela descobriu a salada de beterraba do Delírio Tropical, o Macarrão de sábado da casa da vovó Beth, a batata frita do L’Entrecôte de Paris, o brigadeiro da Carolina Sales, a língua de gato da Kopenhagen, o biscoito Globo da praia e claro, o Matte Leão que eu amo. Não que a Malu tenha deixado de comer coisas saudáveis, ela apenas conheceu novos sabores e eu como não sou paranóica muito menos natureba, deixei ela curtir coisas não tão saudáveis assim.

Acho que cada pai sabe o que oferecer e quando oferecer um alimento ao seu filho, não julgo ninguém. Eu jamais daria um pacote de Fandangos pra Malu, ou um refrigerante por exemplo, mas não julgo a mãe que dá, nem acho um absurdo uma mãe que nunca deixou o filho comer chocolate aos 5 anos de idade... cada um sabe do seu e pronto. Sei que vai chegar numa idade que não vou poder mais impedir e ela vai comer todas as besteiras que quiser... ou não... vai que nasceu de mim uma filha vegana?? (socorro!!!!!) 

O primeiro brigadeiro da vida da Malu foi na festa de uma priminha, a Sofia. Depois do parabéns peguei um brigadeiro de coco e fui toda feliz comer, quando a baixinha meteu a mão no meu brigadeiro e quis provar. Deixei. Segundos de tensão e.... eca! Cara de nojo!!! Como assim alguém pode fazer cara de nojo para um brigadeiro de coco?! Ok, ok, primeira experiência.

Um tempo depois, num Domingo de sol, fomos para praia como de costume e sempre ofereço água de coco pra Malu. Ela acha uma curtição beber de canudinho direto do coco, mas quando viu meu copo de Matte Leão (calma, calma... eu não bebo aquele de galão gente! É o copinho que vem da fábrica mesmo), pediu na hora! Fiquei com pé atrás, afinal a Malu já é ligada em 220 volts e o mate tem muita cafeína, fora o açúcar... mas deixei ela provar. Pronto ferrou, agora toda vez que está na praia rola um “mati liaum mamãe”.

E assim ela foi provando de tudo um pouco até que conheceu o tal do chocolate. A Malu sempre tinha recusado doces... como falei do brigadeiro, bolos, gelatina... mas com o “colate” foi amor à primeira dentada. Nunca vi a Malu tão feliz e lambuzada. Dei uma mísera língua de gato e depois de comer parecia que ela tinha enfiado a cara num pote de mousse... claro que rolou um “mais colate mamãe Bia”. E eu não dei... E ela abriu o berreiro. Agora os chocolates ficam escondidos lá em casa... outro dia entrei na Kopenhagen pra tomar um café, a baixinha prontamente pediu aquele biscoito tubete que vem com o café... as vendedoras da loja acharam uma graça a Malu comendo o biscoito com chocolate fazendo a maior sujeirada... acabou o biscoito... ela pediu o do pai!

Acho que pelo fato dela ter pesado 710 gr eu nunca me importei muito dela fugir da dieta saudável, pois mãe de prematuro reza pro filho engordar... quando ela era menor era um tal de botar farinha láctea na mamadeira, na fruta... tentei o Fortini, óleo de coco, mas acabamos ficando com o Pediasure. Sei que devo priorizar a alimentação saudável (não só pra ela, mas pra família toda), mas sou daquelas que não dispensa uma pizza nas noites de Sexta-feira, nem que eu tenha que comer salada de Segunda à Quinta.

Digo que a Malu é magra de ruim porque ela come de tudo, em boa quantidade e continua magrela. Atualmente ela acorda as 7h, bota uma mamadeira de Enfagrow pra dentro e vai pra escola. Lá ela lancha por volta de 9h e aí o cardápio é variado, tem suco ou leite com Nescau... bolo, sanduíche, biscoito e frutas. Chegando na casa dos avós ao meio dia ela almoça. Um exemplo de prato da Malu seria arroz, feijão, creme de espinafre, purê de batata baroa e bife. Uma meia hora depois do almoço ela pede o famoso “ti”, que é o Pediasure. Mata uma mamadeira de 225 ml e dorme a soneca da tarde. Quando acorda pede outro “ti”! Depois desce pra brincar no parquinho e acaba comendo uma fruta. As 18:30 janta no mesmo esquema do almoço. Aí eu busco ela e vamos pra casa... quando eu sento pra jantar ela pede o que eu estou comendo, ou então um biscoito ou pão... e ainda toma outra mamadeira de Enfagrow ao dormir! Ufa, engordei só de escrever!

Na última consulta no pediatra ela havia engordado 1 kg em 4 meses, ou seja, 250 gr/mês. Tem 2 anos e 8 meses e pesa 11,650 kg... Peso pena, eu sei... mas como já falei em outro post, o que importa é ela ter saúde, prefiro ela magrela do que gordinha... ia ser um estresse ficar regulando a comida da baixinha. Lembro da minha infância... vivia tomando remédio para abrir o apetite, comia de tudo... depois do jantar matava um milk shake de chocolate e continuava nos meus 40 e poucos quilos... já hoje em dia, não posso dizer o mesmo! Então vou deixar a baixinha comer o que quiser enquanto ela pode!



Malu gorducha

Malu magrela